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O Esférico

Página independente de apoio ao Sporting Clube de Portugal. Opinião * Sátira * Análise * Acima do Sporting Mais Sporting

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O Esférico

23
Jan20

Chega Sporar

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O Sporting precisava desesperadamente dum ponta-de-lança. Ele aí está. Sporar é, inequivocamente, um ponta-de-lança.

Porque há questões várias que se levantam com esta aquisição, o melhor que pode acontecer a Sporar é facturar logo dois ou três golos nos primeiros jogos e cair depressa no goto dos adeptos. O pior que pode acontecer é tudo manter-se na mesma, mergulhando logo Sporar na mesma nuvem de suspeição que mina todo o plantel. Daí — como se vê — é muito difícil escapar com vida.

Sporar não carrega apenas a responsabilidade de suprir de golos uma equipa em crise atacante. Carrega também o peso de uma gestão que traz no currículo flops vários, entre saídas incompreensíveis e contratações falhadas. A pressão é, portanto, redobrada, a margem de erro limitada.

Agora perguntarão as pessoas porque é que Sporar, tendo o registo impressionante que tem no campeonato eslovaco, não era perseguido por Inter, Chelsea ou Bayern, mas sim por Sporting, Celtic e Al-Gharafa. Porque tinha o passe avaliado em 2.5 milhões, e não em 15 ou 20 milhões? A resposta é simples e curta. Porque a liga eslovaca não vale um chavo. Efectivamente, o campeonato da Eslováquia situa-se apenas no 30º lugar do ranking da UEFA, atrás de ligas como a da Roménia, Bulgária, Cazaquistão, Bielorússia, Azerbaijão, etc. Está para a Europa dos grandes como os distritais estão para a Liga NOS. Há lá Zéquinhas vários com 20/30 golos, mas isso pode não querer dizer nada.

Outra pergunta. Sporar chega por 6M (+ objectivos). É praticamente o mesmo valor da venda de Bas Dost (7M). Isto faz algum sentido? Por este valor, não havia nenhum avançado numa liga minimamente competitiva que pudesse exponenciar o seu rendimento num campeonato intermédio como o nosso? Tanto mais que as passagens de Sporar por Basileia e Arminia Bielefeld (II. Bundesliga) foram um rotundo fracasso. Há aqui um risco claro.

Marega, por exemplo, custou ao Porto 4 milhões. Mitroglou custou ao Benfica 7 milhões, vindo do Fulham. Zé Luís veio do Spartak por 8.5M e Seferovic chegou do E. Frankfurt a custo zero. Escuso de ir mais longe.

Urge por isso a pergunta: será que o scouting do Sporting viu o que mais ninguém viu? Onde não existem certezas pode haver esperança. Esperemos que o seu real valor esteja mais próximo da sua prestação na Liga Europa deste ano (5 golos), porque o seu registo na Eslováquia diz-me pouco.

Resolve-se um problema, surgem outros. A descaracterização do ADN Sporting no plantel principal continua prego a fundo. Se olharmos para o nosso onze-tipo, verificamos que, actualmente, só existem um jogador da formação e dois portugueses. Tudo isto merece a nossa reflexão.

23
Jan20

Aí Está a Factura

O Esférico

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A confrangedora imagem de Coates a jogar a ponta-de-lança nos minutos finais do jogo de ontem resume a tragicomédia em que se transformou esta gestão. Porque Coates não se limitou a jogar a ponta-de-lança. Efectivamente, era o único "ponta-de-lança" em campo.

Uma época em cacos, um balneário em fanicos, um clube em espiral suicida, dão plena razão a quem apontou ao centímetro os erros grosseiros desta direcção. Como costuma dizer-se, "estava escrito nas estrelas".

Os resultados são claros. Frederico Varandas deve aos Sportinguistas uma escolha. Uma escolha entre a continuidade do seu trabalho ou entre alguém que apresente novas soluções. Uma escolha para aqueles que acreditam que os pressupostos da sua candidatura foram cumpridos e aqueles que não acreditam. Deve, sobretudo, perceber que esta situação não é sustentável por mais tempo e que é o clube, em primeiro lugar, que sofre com isto. A época seguinte já está em risco. Mudanças exigem-se. Deveria por isso seguir o conselho que ele próprio deu — e bem — ao presidente anterior quando decidiu assumir a sua candidatura à liderança do SCP. Esconder-se atrás de silêncios sonsos ou desculpas fiadas deixou de ser opção. Há muita coisa que o caos herdado de 2018 não explica e cuja responsabilidade recai sobre a actual estrutura.

Em relação a Silas, é uma daquelas coisas... Se o seu sistema pós-Bolasie tivesse aguentado até aos pénaltis e aí o Sporting prevalecesse mercê duma inspirada cartada chamada Renan, teria sido levado em ombros. Como apostou tudo na retranca e perdeu no último minuto, é tido como besta. Faltou-lhe exumar os restos mortais de Peyroteo e colocá-lo a líbero. Tê-lo-ia feito, se pudesse. Muitas vezes os adeptos vêm ter comigo com visões conflituantes sobre a culpabilidade de Silas. Na minha opinião, acho que contratar um treinador com as limitações no banco que este tem é como ter nas mãos uma granada sem pino: mais cedo ou mais tarde rebenta-nos na cara. Mas creio que a perspectiva mais correcta para se avaliar o trabalho do técnico é a seguinte: ainda que o plantel do Sporting esteja distante da qualidade que Benfica e Porto ostentam, a verdade é que continuamos a ter melhores jogadores do que Braga, Famalicão ou Guimarães, assim como as restantes equipas da 1ª liga — nem que seja pelo número de internacionais que o nosso onze apresenta. Continuamos também a ter o 3º maior orçamento do campeonato, com crise ou sem ela. Silas deverá ficar até ao fim da época, até porque o descalabro está consumado. Mas manda o bom senso que comecemos a preparar a sua sucessão.

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